A escola pode ser um espaço de inovação, de experimentação saudável de novos caminhos. Não precisamos romper com tudo, mas implementar mudanças e supervisioná-las com equilíbrio e maturidade. (José Manuel Moran)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

HABILIDADES DE LEITURA

A concepção de leitura trazida pelos referenciais teóricos dos textos lidos se baseia na idéia de leitura como atividade que compreende a interação entre sujeitos, portanto pressupõe muito mais que a decodificação de sinais gráficos.

Magda Soares nos apresenta um novo sentido de letramento, além da referencia às práticas de leitura e escrita, a autora discorre sobre a relação do letramento e as tecnologias, sugerindo o letramento plural.

No texto “Linguagem, Leitura e Texto” há uma riqueza de informações sobre os conceitos de texto, hipertexto e intertextualidade, destacando a importância de tornar a leitura uma atividade constante dentro e fora do espaço escolar, seja para ampliar o repertório de informações, compreender a escrita formal dos textos ou viver a experiência gratuita do prazer estético.

Para Ângela Kleiman (1996, p.10) a leitura é “uma prática social que remete a outros textos e leituras”. Assim fica ainda mais clara a importância da leitura na vida das pessoas. Uma maneira de conhecer como está o desempenho dos alunos no que concerne a estas habilidades está nos índices do PISA (Programa Internacional de Avaliação Comparada) que informa o desempenho dos jovens e fornecendo dados importantes para a implantação de políticas educativas. No Brasil, apenas 1,1% dos estudantes atingiram o nível mais alto de proficiência em Leitura. Este resultado coloca o Brasil entre os países que têm a maioria dos seus estudantes no Nível 1 ou abaixo.

Estes índices indicam que os alunos de modo geral não estão sendo capazes de ler fluente e proficientemente muitos gêneros textuais, o que evidencia um domínio limitado das habilidades e estratégias de letramento.

E o que temos feito para mudar essa realidade em nossas escolas, será que temos analisado estes resultados em função das metas de aprendizagem definidas? As escolas têm promovido ações a partir da interpretação dos níveis de aprendizagem de leitura? Há clareza das subescalas em que nossos alunos precisam melhorar? Há articulação dos resultados da avaliação com o planejamento escolar?

Conhecer as subescalas de leitura e ter clareza de como estas podem estar inseridas no planejamento escolar poderá ajudar a termos melhores resultados, uma vez que todas as ações e intervenções pedagógicas precisam ter uma intenção clara e explícita, ou seja, professor e aluno precisam ter clareza daquilo que estão realizando. Logo, conhecer a proficiência leitora é importante para compreender como estão os níveis de leitura e de letramento dos jovens. Os conhecimentos e as habilidades de leitura apresentados nas subescalas devem estar contidos em uma proposta de desenvolvimento sistemático do processo de ensino/aprendizagem da leitura em situação escolar.



Referência:

KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura. Campinas: Pontes, 1993.

SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Narrativas e roteiros interativos. Unidade 1 - Curso de Especialização de Tecnologias em Educação. PUC-RIO – Disponível em:<http://www.eproinfo.mec.gov.br/>. Acesso em 08 nov. 2009.

Linguagens, Leitura, Texto. Unidade 1 - Curso de Especialização de Tecnologias em Educação. PUC-RIO – Disponível em:<http://www.eproinfo.mec.gov.br/>. Acesso em 08 nov. 2009.

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