O homem, enquanto ser que protagoniza a formação da consciência cultural tem usado a mídia para perpetuar e ressignificar as representações culturais. A ampliação tecnológica e midiática trouxe possibilidades de comunicação e de informação, todavia esta invasão do cotidiano tem servido para diversos fins, a hipótese aqui construída é a de que a mídia, na era moderna, tem servido para construir a cultura do consumo.
As posturas do homem em relação ao desenvolvimento tecnológico e seu impacto no cotidiano e na vivência cultural se configuram no trato estabelecido através da linguagem, do consumo de bens, da produção artística e da construção dos valores. E é esta cultura midiática, que o indivíduo usa para construir sua identidade, assumindo valores e comportamentos. O que se percebe é que seja através da mídia impressa, eletrônica ou digital, a intenção tem sido a de criar formas de dominação ideológica e induzir às relações e posições.
O que se vê, principalmente na televisão, é que as informações e produtos difundidos tem uma intenção ideológica. Cabe-nos estar atento aos interesses, e interpretar de forma política as intenções concebidas, que representam muitas vezes o domínio hegemônico de um grupo. Quando assumimos acriticamente o que é veiculado nos tornamos dependentes do que é oferecido pelo universo televisivo.
Como disse Kenski (2005) é preciso entender e determinar os limites, a consciência crítica, reabilitar valores e fortalecer a identidade das pessoas e dos grupos – desafios de hoje a serem enfrentados por todos nós professores.
REFERÊNCIAS:
KENSKI, Vani. As tecnologias invadem nosso cotidiano. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth B. de & MORAN, José Manuel (orgs). Integração das Tecnologias na Educação. Salto para o Futuro. Secretaria de Educação a Distância: Brasília, Seed, 2005.

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