A escola pode ser um espaço de inovação, de experimentação saudável de novos caminhos. Não precisamos romper com tudo, mas implementar mudanças e supervisioná-las com equilíbrio e maturidade. (José Manuel Moran)

domingo, 22 de agosto de 2010

E agora José?



 
Como tem sido difícil escolher o tema do TCC. Já pensei em trabalhar com Tecnologias Assistivas, TV, Rádio... Mas ainda não são estes os temas que me envolvem. Na disciplina anterior ao criar o Blog defini (pensei que tinha definido, rsrs) que direcionaria para o uso das mídias no espaço escolar como ferramenta de construção do conhecimento no espaço escolar. Mas a verdade é que conclui que este parecia um tema muito amplo, e precisaria definir de qual mídia eu trataria. Mas ainda não era isso que me envolvia...

Gosto de falar sobre livros, literatura, leitura, obras literárias. Esta é a verdade. E como eu poderia aliar uma coisa a outra. Lembrei-me do texto sobre Pedagogia da autoria e as atividades desenvolvidas na disciplina de AUT, e de como naquelas leitura me veio a mente a relação entre leitura, produção textual e tais ferramentas. Fiz algumas pesquisas, pensei, pensei e não conlcui é verdade. Por isso preciso da ajuda de vcs.

Selecionei alguns tópicos, ainda não é exatamente o tema, mas tenho duas idéias: primeira ideia tratar das ferramentas de autoria como objetos que poderão auxiliar no desenvolvimento de competências de leitura e escrita, e a segunda é abordar como a leitura é tratada ou deve ser tratada no espaço escolar tendo em vista as constantes transformações e o suporte virtual em que está inserida, ou seja, como tratamos/trataremos a leitura neste mundo virtual?

Então são estes os tópicos:

• Ferramentas de Autoria: objetos virtuais de aprendizagem para a construção da competência leitora e escritora

• Ferramentas de autoria e suas contribuições para a construção de habilidades leitoras no contexto virtual
• Leitura em suportes virtuais: novas formas de Re(ler) e (Re)escrever

• Leitura no mundo virtual: novas formas de Re(ler) e (Re)escrever


Ajudem-me! Abraço.











terça-feira, 17 de agosto de 2010

AS MÍDIAS COMO FERRAMENTAS DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

AS MÍDIAS COMO FERRAMENTAS DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM









Este espaço servirá para discussão para o desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), sendo um ambiente de registro e reflexão para o momento de desenvolvimento do tema que escolhi: “AS MÍDIAS COMO FERRAMENTAS DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM”. Segue abaixo a reflexão:


A proposta de integrar as mídias na escola parte do contexto atual que estamos inseridos, uma sociedade que usa a tecnologia para se comunicar com as pessoas e com o mundo. Neste panorama a escola não poderia deixar de cumprir sua função de formação de sujeitos capazes de utilizar tais ferramentas para construção do conhecimento.



Criar uma relação entre as diferentes conjunturas em que se trabalham projetos na escola é possibilitar que sejam reconstruídas novas formas de ensinar e aprender a partir da incorporação de distintas mídias e conteúdos curriculares.


É neste contexto que educador e educando se tornam construtores do saber, como bem afirma Paulo Freire (2004) “o educador já não é mais aquele que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa. Ambos se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos e em que os “argumentos de autoridade” já não valem.”. Logo, aprender e ensinar utilizando as mídias promoverá grandes mudanças se os paradigmas convencionais do ensino que mantêm distantes professores e alunos forem superados.

 

Diante disso, fica como problemática a seguinte reflexão:



“Como integrar as mídias na escola possibilitando o uso das linguagens múltiplas e garantindo a comunicação no processo de construção do conhecimento?”







segunda-feira, 16 de agosto de 2010

PROJETO PEDAGÓGICO UTILIZANDO RÁDIO E TV

TEMA DA AULA

• Contos e Encantos da Literatura Brasileira





EMENTA DO CURSO

• Guardamos na memória heróis, vilões, objetos mágicos e forças sobrenaturais que povoavam contos maravilhosos, de aventura, de mistério, lidos e ouvidos ao longo da vida. Os contos fazem pensar, intrigam, trazem descobertas, provocam susto, riso, encantamento. Cabe à escola o papel de aproximar os alunos das obras literárias, ampliando suas experiências de leitura e escrita. Este plano de aula tem como base o trabalho de seqüência didática através do uso de ferramentas tecnológicas e a produção de programa de rádio para o estudo do Conto, a ser realizado durante a aplicação do projeto. O trabalho com rádio ajudará no desenvolvimento da aprendizagens, pois envolve definição de pauta e seleção de conteúdos, pesquisa, edição e escolha da linguagem adequada ao público-alvo, além de estimular a oralidade. Além disso, promove o protagonismo juvenil, a autoria dos envolvidos e as situações de trabalho cooperativo.Os alunos serão apresentados à proposta de trabalho, seguido de levantamento de conhecimento prévio sobre o tema e a partir daí desenvolvido o trabalho com Contos: leitura, escrita e reflexão.


OBJETIVOS


• Identificar as estratégias textualizadoras do conto, como: uso dos recursos lingüísticos em relação ao contexto em que o texto foi construído – elementos de referência pessoal, temporal, espacial, seleção lexical, tempos e modos verbais.


• Trabalhar conceitos de contos: popular, maravilhoso, mistério, realista, fantástico, assombração e psicológico;
• Sugerir atividades de conto e/ou reconto a partir da produção escrita de textos utilizando o conto como fonte ou base de pesquisa;

• Interpretar, analisar e relacionar os elementos que caracterizam um conto.

• Vivenciar a produção de um programa de rádio, elaborando uma pauta da programação de rádio, produzindo textos, editando informações, etc.

• Explorar as ferramentas tecnológicas para a produção de programas de rádio.

• Estimular a habilidade a oralidade.


PÚBLICO-ALVO

Alunos do 9º Ano.


CONTEÚDOS

• Conceito de Conto;
• Elementos que caracterizam o conto;
• Tipos de contos;
• Forma textual e linguagem do conto;
• Leitura e análise de contos;
• Produção Textual.
• Rádio.


TEORIA DE APRENDIZAGEM


Esta aula tem como base o gênero textual conto, referenciado pela teoria de Mikhail Bakhtin, partindo do pressuposto que as diversas esferas da atividade humana estão relacionadas ao uso da linguagem. A proposta é inspirada na reflexão de que se considerem os diferentes tipos e níveis de complexidade no processo de aprendizagem. A intencionalidade desta proposta é que os alunos atuem como sujeitos ativos de sua própria aprendizagem, neste sentido o direcionamento do trabalho de gênero textual e o uso de ferramentas tecnológicas objetiva promover a aprendizagem cooperativa, a construção e socialização do conhecimento, estimulando a leitura, a produção de textos e a formação de redes sociais, pois como diz José Manuel Moran “para promover o desenvolvimento integral da criança e do jovem só é possível com a união do conteúdo escolar com a vivência em outros espaços de aprendizagem”. E o rádio “é um veículo que tem em si próprio a tradição do popular e que aliado a uma programação educativa pode contribuir muito no processo de resgate da cidadania”, como afirma Roldão.


ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS

ANTES DA AULA

Selecionar no acervo da escola livros de contos. Escolher um espaço para organizar os livros em sala de aula. Disponibilizar em caixas, pastas, estantes coloridas, varais, sacolas transparentes, identificando-os com etiquetas – por autor, obra ou gênero textual – para facilitar o acesso e atrair a atenção dos alunos. Organizar os recursos necessários para produção de rádio e buscar parceiros.

PRIMEIRA AULA


Convidar os alunos para a sala montada e conversar sobre contos, histórias e filmes de mistério. Levantar com eles que elementos existem nesses gêneros. Instigá-los com questões que possibilitem mapear o que já sabem sobre contos. Quais contos costumavam ouvir quando eram pequenos? De quais ainda se lembram para recontar aos colegas? Há algum conto marcante? Qual o nome do autor? Quem são as personagens principais? Onde e quando os episódios se sucedem? Como é a trama? Há conflito?
Ler o texto “Conto de mistério”, de Stanislaw Ponte Preta, até o trecho “Saiu então sozinho, caminhando rente às paredes do beco. Quando alcançou uma rua mais clara, assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado endereço...”.

Perguntar o que o personagem teria ido buscar naquele lugar. Anotar na lousa as idéias e questionar a coerência destas com os elementos desenvolvidos no texto até ali.

Entregar o texto impresso e deixar que descubram do que se tratava. Levantar hipóteses do que poderia ter acontecido para o personagem passar por tanto suspense para obter um simples quilo de feijão. Comparar com outros produtos escassos e a dificuldade para obtê-los etc. Salientar que a novidade, o elemento surpresa, estava justamente no inesperado - elemento típico dos contos de mistério.


SEGUNDA AULA


Retomar o texto e começar a trabalhar os elementos e a estrutura do conto usando o MAPA CONCEITUAL. Uma narrativa deve elucidar os acontecimentos, respondendo às seguintes perguntas essenciais:

O QUÊ? - o(s) fato(s) que determina(m) a história;
QUEM? - a personagem ou personagens;
COMO? - o enredo, o modo como se tecem os fatos;
ONDE? - o lugar ou lugares da ocorrência

QUANDO? - o momento ou momentos em que se passam os fatos;
POR QUÊ? - a causa do acontecimento


TERCEIRA AULA


Na sala de Informática a turma será apresentada ao programa de criação de mapas conceituais, onde serão solicitados que construam um Mapa Conceitual dos tipos de contos.

Nesta mesma aula o professor deverá conversar com os alunos para levantar seus conhecimentos prévios sobre a produção de um programa de rádio e orientá-los a fazer registros individuais.


QUARTA AULA

Selecionar alguns programas de rádio e apresentar aos alunos. Pedir que os alunos observem: os elementos que compõem a linguagem radiofônica (sons, ruídos, voz, silêncio) e os gêneros radiofônicos (recursos sonoros e o tipo do programa - entrevista, noticiário, musical, ficção etc.). Expor as características de um programa de rádio como: gêneros e elementos que constituem um programa ou os blocos.



QUINTA AULA

Após dividir os alunos em grupo entregar contos diferentes. Os grupos apontarão as diferenças percebidas de um conto para o outro. O professor mediará o diálogo apontando conceitos de contos: popular, maravilhoso, mistério, realista, fantástico, assombração e psicológico.


SEXTA AULA

Sensibilização: Texto “O Conto se apresenta”, de Moacir Scliar. Em seguida, os grupos deverão escolher contos diversificados (popular, maravilhoso, mistério, realista, fantástico, assombração e psicológico), ensaiar a fim de apresentar na programação da rádio. Nesta etapa eles já conhecem os elementos de um programa e os gêneros, e poderá ser dado início ao processo de produção do programa de rádio. Ainda no coletivo, apresente aos alunos as etapas de produção de um programa.


SÉTIMA AULA
Realizar momentos de leitura de contos na sala (e fora da dela) e propor a criação de reconto de um texto (individualmente). Para a apresentação do trabalho a classe usará como alternativa duas tecnologias:
1. COMPUTADOR E OS SOFTWARES (WORLD, POWER PONT, PAINT)


Os contos podem ser digitados e ilustrados pelos alunos e depois se transformar em um livro de contos, com direito a um momento de autógrafos dos autores, convidando toda a comunidade escolar para participar.

2. GRAVADOR
Os contos podem ser gravados, juntamente com o fundo musical e ser transformado em um e-book e divulgado na rádio da escola.


OITAVA AULA

Iniciar a etapa de produção do programa, considerando:

• Construção da pauta: planejamento
• Produção: roteiro, produção de vinheta, dos textos, dos intervalos e de sons de fundo, ensaio e gravação
• Apresentação da produção
• Avaliação dos programas, focando no processo e na auto-avaliação

Dividir a sala em equipes e distribuir os temas a serem trabalhados nos programas de rádio entre os grupos. Essa atividade focará os Contos; este tema será desdobrado em subtemas ou temas diversos.



NONA AULA

Definir a pauta: vinheta da rádio e do programa, gêneros a serem trabalhados, quantidade e duração de bloco, equipe envolvida. Com esse planejamento, as equipes devem dividir as tarefas (produção de vinhetas, locução, edição, pesquisa, entrevista, redação, produção de efeitos sonoros).



DÉCIMA AULA

Finalizar os trabalhos com a apresentação da rádio para a Escola para a sala de aula. Sendo que uma das programações será a contação de histórias, esta pode ser de contos famosos ou de contistas locais.


RECURSOS

• Texto impresso “Conto de Mistério”, de Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto).
• Vários exemplares de livros de contos;
• Mural ou varal para exposição dos textos dos alunos.
• Materiais diversos para montagem da sala de contação de histórias.
• Retroprojetor para apresentação de mapa conceitual
• Computador conectado à Internet e equipado com software de edição de áudio, microfone e caixas acústicas, leitor de CDR, gravador de som, músicas em MP3 e efeitos sonoros.


AVALIAÇÃO

A avaliação se dará em cada etapa do processo de criação dos contos, como acompanhamento das atividades cotidianas, reforçando a realização de um plano de texto. Outro aspecto a ser observado deve ser o desenvolvimento da capacidade de leitura, de percepção de inadequações e de correção de textos próprios e alheios, visando à clareza, objetividade e coerência. A evolução dos alunos nas atividades propostas será compartilhada com eles, inclusive na criação do mapa conceitual e do produto final.



REFERÊNCIAS

Revista Nova Escola. Contos sem mistério algum. Disponível em . Acesso em 24 abr de 2010.


Na Ponta do Lápis. A hora e a vez do conto. Ano V, numero 12 de dezembro de 2009. Olimpíada da Língua Portuguesa: Escrevendo o Futuro.

Caderno de Orientações Didáticas – Ler e Escrever - Tecnologias na Educação. Disponível em . Acesso em 23 jul 2010.




CAIXA DE FERRAMENTAS



FERRAMENTA 1



A primeira ferramenta de autoria escolhida para colocar na caixa de ferramentas é o Hot Potatoes, para ter acesso ao programa é preciso usar o seguinte endereço: http://hotpot.uvic.ca/index.php. Além deste site que dá acesso ao programa e onde é possível fazer o download da referida ferramenta, é interessante conhecer o Tutorial do Hot Potatoes 6 na versão em português, que apresenta os principais tipos de exercícios produzidos pelos programas, e guia o usuário pelos passos de criação de um exercício interativo, o link é http://guida.querido.net/hotpot/tutorial-pt.htm.



A escolha desta ferramenta se dá pelo fato da mesma ser prática e interativa, ajudando o professor no processo de ensino e aprendizagem e possibilitando aos aprendentes a compreensão dos conteúdos de uma forma dinâmica ao tempo em que produzem textos de autoria e co-autoria.



O Hot Potatoes, criado para fins educativos, tem seis ferramentas de autoria, que permitem a elaboração de exercícios interativos, sendo estes o JQuiz (cria atividades de resposta curta, múltipla escolha ou atividades híbridas), JMix (produz atividades para ordenar frases ou palavras), JCross (produz atividades de palavras cruzadas), JMatch (cria atividades de correspondência), JCloze (cria atividades com preenchimento de lacunas). O programa que permite a inclusão de links, textos de leitura, imagens e arquivos de mídia, provoca professores e aprendentes para o planejamento de objetos que serão construídos e a reflexão sobre o uso pedagógico destes recursos. Cria-se com o uso desta ferramenta de autoria o desafio da autonomia para criar e produzir, usando diferentes objetos e conteúdos de autoria.







Como esta é uma nova ferramenta, pois, até então desconhecia seu potencial criador e criativo ainda não foi possível usá-la em sala de aula. Porém após as leituras e pesquisas tenho uma proposta para o uso desta ferramenta. O professor poderia proporcionar à classe momentos para conhecer o programa e após o conhecimento técnico de como funciona o Hot Potatoes, os aprendentes criariam exercícios adequados e articulados com o objetivo e as atividades desenvolvidas em sala de aula. É importante que as produções dos alunos sejam armazenados no computador para posteriormente serem disponibilizadas na internet.



FERRAMENTA 2



A segunda ferramenta é o Slideshare, disponível em www.slideshare.net. Esta ferramenta possibilita o compartilhamento de arquivos. Nesta plataforma, através do upload de um arquivo o usuário permitirá que outras pessoas possam fazer o download do documento disponibilizado. O Slideshare foi escolhido porque a partir da criação de um texto de autoria, o aprendente pode transformá-lo num slide, usando para isso outros programas como o Power Point, Office, PDF e a inclusão de vídeos do YouTube entre os slides; a partir da integração desta variedade midiática se constrói uma aprendizagem estimulante e interativa que estará disponível para outros usuários.



O Slideshare é uma ferramenta de fácil acesso e uso, importante para disseminar as informações, permitindo ao professor traçar com seus aprendentes estratégias de trabalho colaborativo e dando oportunidade para o incentivo a produção autoral e à criatividade. Como experiência trago duas situações de uso desta ferramenta, a primeira se refere ao trabalho desenvolvido neste curso, na disciplina de Inclusão e Tecnologias Assistivas, no ano de 2009, quando nos foi solicitado a criação de um Seminário em três etapas, e na sua conclusão solicitava a disponibilização de todo o material produzido, que poderia conter textos explicativos, apresentações em powerpoint, agendas, vídeos, áudios, tabelas, esquemas, links no Youtube. O grupo do qual participei e coordenei ficou com a temática Baixa Visão, nomeado Grupo AMO (Além dos Meus Olhos), criou um blog e disponibilizou o roteiro de trajeto de um aluno com deficiência numa classe inclusiva no Slideshare. O material está disponível em http://www.slideshare.net/Marypjs/trajeto-de-uma-criana-com-b-viso.



Semelhante a esta experiência a minha turma da Escola Esamy, na disciplina de Língua Portuguesa, realizou um seminário sobre o Novo Acordo Ortográfico e logo após publicou o slide produzido no link http://www.slideshare.net/Marypjs/novo-acordo-ortografico. O resultado de ambas as experiências foi bastante satisfatório, pois além de promover a aprendizagem, motivar a autoria de texto possibilitou que outras pessoas pudessem ter acesso às informações.



FERRAMENTA 3



O Blog é a terceira ferramenta de autoria, e acredito que seja uma das mais interessantes para despertar a capacidade de leitura crítica dos alunos e professores. Ao apresentar publicamente sua criação o usuário compreende melhor o processo de construção do conhecimento, inclusive, criando um senso de responsabilidade e ética para os autores. Esta ferramenta foi escolhida para a caixa, pois proporciona a interatividade, autonomia e autoria, princípios fundamentais para tornar concreto a presença das novas tecnologias no contexto ao qual está inserido ao possibilitar a criação de conteúdos de autoria própria.



Uma das experiências com blogs foi vivenciada por uma das escolas municipais, situada em uma fazenda. Após a chegada da sala do Proinfo à escola os gestores criaram com os professores o blog da escola, e embora na comunidade não haja casas com acesso a internet se percebe que os aprendentes têm uma grande vontade de conhecer os recursos tecnológicos, além disso, há aqueles que já têm certa familiaridade com as ferramentas, pois quando se deslocam para a sede do município tem contato com a internet.



Como a escola não poderia ficar apenas com a criação de um blog para gestores e professores está em andamento um projeto pedagógico que prevê o uso desta ferramenta de autoria por parte dos aprendentes, num trabalho interdisciplinar onde as turmas construirão blogs para trabalhar com a Emancipação Política do município. Neste projeto será dado destaque a produção de textos com registro das manifestações culturais do município, pois uma das grandes dificuldades locais se trata da falta de registro da história, em especial da cultura. E como no dia dezenove de setembro o município completa setenta e dois anos, a idéia é aliar história do município e as novas tecnologias, tendo como uma das ações a criação de blogs. O endereço do blog da escola é http://emjoaovicente.blogspot.com/2010/03/escola-municipal-joao-vicente-de.html.

COMO MÍDIA E CULTURA SE RELACIONAM EM UMA SOCIEDADE COMO A NOSSA?


O homem, enquanto ser que protagoniza a formação da consciência cultural tem usado a mídia para perpetuar e ressignificar as representações culturais. A ampliação tecnológica e midiática trouxe possibilidades de comunicação e de informação, todavia esta invasão do cotidiano tem servido para diversos fins, a hipótese aqui construída é a de que a mídia, na era moderna, tem servido para construir a cultura do consumo.



As posturas do homem em relação ao desenvolvimento tecnológico e seu impacto no cotidiano e na vivência cultural se configuram no trato estabelecido através da linguagem, do consumo de bens, da produção artística e da construção dos valores. E é esta cultura midiática, que o indivíduo usa para construir sua identidade, assumindo valores e comportamentos. O que se percebe é que seja através da mídia impressa, eletrônica ou digital, a intenção tem sido a de criar formas de dominação ideológica e induzir às relações e posições.



O que se vê, principalmente na televisão, é que as informações e produtos difundidos tem uma intenção ideológica. Cabe-nos estar atento aos interesses, e interpretar de forma política as intenções concebidas, que representam muitas vezes o domínio hegemônico de um grupo. Quando assumimos acriticamente o que é veiculado nos tornamos dependentes do que é oferecido pelo universo televisivo.



Como disse Kenski (2005) é preciso entender e determinar os limites, a consciência crítica, reabilitar valores e fortalecer a identidade das pessoas e dos grupos – desafios de hoje a serem enfrentados por todos nós professores.


REFERÊNCIAS:

KENSKI, Vani. As tecnologias invadem nosso cotidiano. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth B. de & MORAN, José Manuel (orgs). Integração das Tecnologias na Educação. Salto para o Futuro. Secretaria de Educação a Distância: Brasília, Seed, 2005.

ESTUDOS DE RECEPÇÃO – PROGRAMA CASOS E FAMÍLIA

O Programa Casos de Família, exibido no horário vespertino pelo Sistema Brasileiro de Televisão - SBT, das dezessete às dezoito horas, é um talkshow, apresentado por Christina Rocha. O Programa representa a vida de pessoas comuns através de temas do cotidiano que ressaltam as emoções dos participantes presentes no palco. Além dos convidados, a plateia também participa do programa com opiniões e perguntas sobre as histórias relatadas. A intenção, segundo divulgação do site do Programa, é orientar e solucionar os casos apresentados contando com a participação de um psicólogo.

O Programa que iniciou em 2004, com a apresentação de Regina Volpato, ficou no ar sob seu comando até o ano de 2009, quando a mesma foi substituída por Cristina Rocha, e permanece até o momento. Com esta mudança o programa dobrou a audiência do SBT no horário, atingindo nove pontos de média e onze de pico.

Os criadores são Rafael Belo e Juan Alvarez, pois o formato do Programa advém da aqusição feita pelo SBT de uma emissora do Peru. No Brasil, o Casos de Família tem a direção de Rafael Belo e Melissa Ribeiro, os produtores são Fabiano Pescarelli, Rose Favero, Thais Camargo, Felipe Neves, João Scortecci, Priscila Dempsey, Rodrigo Schmider, Sérgio Christophe e José Salerno.

Segundo os produtores do Programa, Casos de Família é destinado à família, pelo horário em que é veiculado se pode dizer que é estratégico para as donas de casa, pois no horário de sua exibição, as tarefas de casa estão terminando de ser feitas, e as mesmas tem este horário livre para assistir TV. As temáticas apresentadas se destinam ao público de classe baixa ou média. Inicialmente a classificação era livre, mas o Ministério Público o reclassificou a impróprio para menores de 10 anos, por expor as pessoas a situações degradantes e constrangedoras.

O programa apresenta conflitos que acontecem entre membros da mesma família, vizinhos e até no ambiente de trabalho. Os problemas do cotidiano de qualquer família são abordados e os anônimos revelam suas histórias, abrindo suas vidas, que são analisadas pelos psicólogos Anahy D'amico e Ildo Rosa da Fonseca.

Enquanto talkshow, Casos de Família, tem formato de entrevistas com auditório cuja forma é estabelecida no diálogo e tratando sobre o “comportamento”, busca compreender a realidade através da conversa com os participantes. A principal característica do programa é discutir o mundo real, daí seu caráter temático, pautando-se nos temas da realidade.



O programa inicia com a apresentadora falando do tema da edição. Após a vinheta, a âncora do programa chama ao cenário o primeiro convidado, que é entrevistado. Em seguida, chama o segundo convidado e deste modo segue até todas as duplas se apresentarem. Durante, aproximadamente quarenta minutos o programa segue, com quatro intervalos comerciais e a plateia, se manifesta opinando sobre os casos apresentados. No último bloco, os especialistas discutem o assunto de acordo com o seu conhecimento científico e faz as intervenções.



A participação dos convidados ocorre, geralmente, em dupla, num total de quatro duplas em cada edição. Ao apresentar os casos, é chamada uma das pessoas que expõe o que o desagrada em relação ao parceiro, em seguida, a outra pessoa entra e procura se defender expondo suas situações.



É interessante observar que as propagandas comerciais e o merchandisgn que acontecem durante a programação traz conteúdos associados à família, lar, medicamento, saúde, cuidados com os filhos e com o corpo. Uma estratégia que pretende conduzir os telespectadores ao consumo de seus produtos. Entre eles: Ultrafarma, Imbra (serviço odontológico); Forte Viron (sexualidade); Mix Lar (produtos para o lar); Del-lend (tratamento da pediculose); Salvelox (spray anti-séptico), etc.



A apresentadora faz questão de destacar a todo o momento que é uma amiga do povo, e que o Programa se preocupa com a qualidade de vida dos participantes e todos que o faze estão ali para ouvir e ajudar a solucionar os problemas vividos por estas pessoas. Os temas apresentados mostram um mundo com fragilidades decorrentes dos dias atuais, em que o ritmo de vida urbano, aliado às novas tecnologias e às novas formas de viver, acarreta significativas transformações sociais, muitas vezes negativas.



Casos de Família apresenta personagens figurativizados, sendo eles: a apresentadora, especialista, o convidado e a plateia. Os papéis representados contribuem para dar ao programa um caráter de tribunal. Neste, os envolvidos representam o réu, o promotor, o juiz e o júri. O convidado assumiria, então, a posição de réu, enquanto o parceiro que acusa representaria o promotor, e o juiz e o júri, a apresentadora e especialista e a platéia, consecutivamente. A disposição do espaço da cena ajuda a entender esta comparação, pois colocados em posição frontal em relação aos convidados, a apresentadora, o especialista e a plateia mantém distanciamento em relação aos “réus”.



A produção televisiva tem procurado tornar confiável o sistema de comunicação para isso adentra às casas dos telespectadores tentando aproximar-se do público ao criar laços com a sua realidade, logo, constituir uma relação íntima e cotidiana com cada telespectador é uma maneira de garantir a audiência. Nesse contexto, são usadas estratégias de aproximar telespectador e produção televisiva. Os Programas tentam trazer as experiências vivenciadas pelo público para dentro da máquina, assim, o mundo real e sensível se torna o protagonista da TV.



O Casos de Família é o que poderíamos chamar de reality show, pois transporta o real – ou aquilo que está mais próximo do real - para a programação, e como se fosse uma janela se acomoda na tela captando a realidade e exibindo o mundo na mídia. Ali são abordadas situações cotidianas que viram espetáculo e expõe o espaço da vida privada de anônimos a curiosos, é como se de fato o público assistisse a si mesmo, dando à TV a legalidade do sistema de comunicação.



Programas como este são mais baratos porque se substitui a participação de celebridades por pessoas anônimas, estes recebem apenas um cachê simbólico diferente do que recebem as estrelas de televisão. Além disso, os formatos de cenários, figurinos e profissionais especializados são dispensados, se tornando bem mais econômico. Os temas que direcionam a produção do Casos de Família estão associado a assuntos corriqueiros e íntimos, como: Você não cuida do meu filho como eu; Sua família me suga; O namorado da minha filha acha que manda na minha casa; Minha sogra é uma desocupada; Minha nora parece uma rainha; Quero saber quem é o meu pai; O seu casamento acabou; Somos irmãs, mas não te suporto; Sou infeliz por sua culpa; Não aceito sua homossexualidade; Meu marido não aceita os meus filhos; Você já tem filhos demais; Acorda! O marido é meu!; Esse trabalho não é para você; Assim nós vamos à falência; Traição tem perdão?.



A exposição dos convidados a situações de constrangimento é uma das situações que chama a atenção, em alguns programas se percebe as ofensas, algumas vezes disfarçadas outras escancaradas, ao modo de falar, de se vestir, de se posicionar, ou quando não a apresentadora expulsa o convidado como já ocorreu algumas vezes. Em um deles uma das convidadas não deixou sua irmã falar e ainda chamou a plateia de mal-educada. Christina Rocha defendeu a plateia e ofendeu a participante, chamando-a de ridícula e mal educada. Com a ex-apresentadora, Regina Volpato, se procurava dar ao programa um ar de mais seriedade, com a nova apresentação se vê um formato onde há apelo exacerbado às provocações e escândalos, apesar disso a audiência cresceu.

Segundo Fígaro “Pensar a comunicação a partir da recepção possibilita-nos, no campo comunicação/educação, tentar desconstruir tal discurso, buscando compreender o processo de comunicação como interação social”, deste modo ao analisarmos o crescimento da audiência do Programa quando este se tornou mais apelativo e sensacionalista, perpassa pela idéia de que os apresentadores estão prestando um serviço a população e dando voz, no entanto, o que se vê é um grande interesse pela audiência.

Assim, a programação televisiva tenta mostrar ao telespectador que se ele deseja ver sua vida representada na TV basta ligar o aparelho televisor e assistir ao programa, ao se identificar com o tema do dia estará ali representado o assunto que merece relevância e se o telespectador não se identificar poderá construir a sua auto-imagem contrastando com aquela exibida pela TV e, ao mesmo tempo, lhe será concedido o poder de julgamento, de satisfação.

No espetáculo construído no Programa Casos de Família, assim como outros talkshows, se percebe a construção de uma sociedade midiática que regula os valores e se vê refletida na TV. O telespectador não é passivo neste processo de recepção, mas consumidor da mercadoria que vende a programação. Pode ser analisado ainda o tipo de família que o Programa mostra que a sociedade construiu, seria de fato a família desestruturada e desamparada?

Particularmente, acredito que o Programa no formato que é exibido atualmente merece nota zero, e não o recomendaria para outras pessoas pois há uma grande apelação ao sensacionalismo e ao espetáculo de situações constrangedoras. Inclusive o horário e a classificação poderiam ser alterados, penso em crianças de dez anos assistindo ao programa, e na vejo o que elas possam aprender de positivo em relação ao que é veiculado. O antigo formato, com Regina Volpato, ainda mantinha certa seriedade, pois a exposição das situações não eram tão vulgarizadas como são hoje, embora alguns elementos ainda fossem valorizados. Assim, acredito que mudar a apresentadora do programa não adiantaria muito, pois continuaria sendo veiculado um conteúdo com os mesmo objetivos, apenas com caráter mais ameno que o atual.

Por fim, acredito que nesse contexto, onde se vê uma população carente de uma programação cultural maior e que tem a educação como um de seus problemas mais urgentes, é preciso um repensar sobre a programação televisiva, é necessário que se discuta as políticas de comunicação; e a escola pode ajudar a recuperar o papel de mediadora social, levando estas discussões para a sala de aula.



REFERÊNCIAS:

FIGARO, Roseli. Estudos de recepção para a crítica da comunicação. Revista Comunicação & Educação. São Paulo: ECA-USP/Segmento, n. 17, jan./abr. de 2000, p. 37 a 42





O que podemos melhorar na Escola do Bairro Cinza

Na Escola do Bairro Cinza professores, alunos e gestores não compreendem o papel que a escola desempenha em suas vidas, faltam aspectos primordiais para que se obtenha êxito. A energia que falta à escola é percebida através da incompreensão de sua existência, da repetição e passividade de alunos e professores, do adestramento cognitivo, do castigo e da desvalorização da família. Mudar esta escola não é tarefa fácil, todavia a esperança e a clareza dos objetivos somados ao trabalho cooperativo poderão transformá-la num espaço de aprendizagem e interação.



Como gerador de luz e energia o Sol é primordial para a sobrevivência do homem, logo, a escola também precisa da energia e luz solar; luz e energia são na escola representada pelas idéias transformadoras da qualidade do ensino. Assim, ao perceber o luto cinzento daquela escola são propostas três idéias transformadoras para melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem:



1. Construção coletiva e participativa do Projeto Político Pedagógico

O Projeto Político Pedagógico é um documento que em sua construção envolve pais, professores, alunos e gestores; através dele se discute a realidade e as necessidades da Escola. Com a construção coletiva e participativa do PPP, a Escola do Bairro Cinza detalhará objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola, bem como as necessidades e expectativas da comunidade escolar. Através dele serão revelados os modos de pensar e agir da comunidade escolar, expressando a cultura e, ao mesmo tempo, contribuindo para transformá-la.



2. Formação continuada para os educadores da escola.

A formação do professor é primordial para o domínio de novos conhecimentos e construção de ações pedagógicas que estimulem o educando no desenvolvimento de competências e na produção de ações críticas e colaborativas. Nesta Escola certamente os alunos sofrem com a falta de formação docente, portanto, será preciso envolver docentes (e gestores) numa formação que lhe dê competência para analisar os aspectos cognitivos, sociais e culturais do educando e melhore sua práxis. A Escola do Bairro Cinza só poderá ganhar novas cores e luzes se o seu corpo docente tiver energia suficiente para confiar na sua competência e desenvolver um trabalho dinâmico e criativo. Na visão piagetiana o homem não é produto do meio (Empirismo) tão pouco nasce pré-determinado (Inatismo), mas representa uma totalidade que se esforça para a manutenção do todo, portanto, nesta Escola a criança deverá ser colocada em situações desafiadoras, e o professor deverá propor desafios (jogos ou soluções de problema), criar situações novas, entender o erro como construtivo, ajudar na aprendizagem da leitura e da escrita e considerar o contexto do educando.



3. Uso das tecnologias

Como o conhecimento não está dissociado da interação com as tecnologias, é essencial que nesta Escola se faça uso das tecnologias, uma vez que suas potencialidades associadas ao processo de construção de conhecimentos podem ajudar na maneira como os alunos se apropriam e processam a informação. Ao agregar as novas tecnologias a Escola dará um grande passo para atingir a aprendizagem significativa. Se nela os envolvidos compreenderem as diferentes formas de representação e de comunicação propiciadas pelas tecnologias disponíveis e criarem dinâmicas para estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem das mídias, esta escola não será mais coberta pelo luto cinzento que a envolve, mas estará criando um ambiente favorável ao saber, pois parte de uma necessidade coletiva, do desejo do grupo.



Assim, a Escola do Bairro Cinza se transformará e passará a ser chama de Escola do Bairro Sol, nela as paredes não mais serão cinzas, mas amarelas, como os raios energizantes do Sol, um amarelo capaz de revigorar todo o fazer da escola, inclusive de fazer rir a todos que ali adentram, tamanha a felicidade. Ao ressignificar a sua função e criar uma relação prazerosa e eficiente entre o conhecimento e o saber, a antiga Escola do Bairro Cinza, estabelecerá proposições para lidar com as questões da vida e do mundo, ou seja, ela não estará preparando o educando apenas para o conhecimento científico, mas ajudando-o a se preparar para o exercício da cidadania e para a vida.



Referências:

Crônicas da Terra: Jean Piaget. Disponível em <http;//web.ccead.pucrio.br/extras/gilda/vídeos/piaget> Acesso em 19 de mar de 2010.















ROTEIRO INTERATIVO

TEMA: Juntos Contra a Dengue
 

PROPOSTA:

O grupo “Crianças Contra a Dengue - CCD” se reúne periodicamente para combater a dengue, hoje eles têm uma grande missão visitar uma casa abandonada com vários focos de água parada onde o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue se reproduz. O CCD precisa eliminar todos os focos para acabar com os mosquitos e ficar a salvo da dengue.

 

OBJETIVOS:

• Do jogo: Limpar todos os focos de onde o Aedes aegypit pode surgir.

• Pedagógico: Reconhecer o mosquito Aedes aegypti como mosquito transmissor do vírus causador da dengue; Identificar o mosquito, seus hábitos e habitat; Adotar e propor medidas para evitar a proliferação do mosquito.



DESCRIÇÃO DAS ETAPAS E DINÂMICA DO JOGO:

Os jogadores terão que eliminar todos os focos de dengue encontrados durante o percurso, para isso eles contarão com o Capitão Saúde. No entanto, em algumas situações encontrará pelo caminho Mosquitos que tentarão impedir a investida das crianças. Em muitas ocasiões eles poderão ganhar ou perder forças. Ao final do jogo o número de forças terá que ser maior que o número de fraquezas. As forças o ajudam a eliminar os focos de dengue, e as fraquezas podem tirá-los do jogo e leva-los ao pronto socorro, onde permanecem sem jogar. Quem tem força zero também sai do jogo. A ideia é que para eliminar os focos da dengue o grupo precisa da ajuda de todos.



DESCRIÇÃO DO CENÁRIO/SITUAÇÕES E AMBIENTES:

O roteiro interativo acontece numa casa abandonada que está infestada de focos do Aedes. Lá o CCD terá que passar por diversos cômodos da casa e eliminar os focos de perigo. O resultado depende das decisões. Eles passarão por sala, cozinha, banheiro, quintal, etc.



PERSONAGENS:

Mestre: Narra a história (pode ser o professor ou um aluno do grupo). Mosquitos: Tem a função de picar os membros do CCD. Eliane: Corajosa e resoluta. Não teme as conseqüências de um desafio. Gracy: Tímida e apaixonada pelo meio ambiente é a fundadora do CCD. Gustavo: Tem baixa visão, mas sempre está de olhos abertos ao foco da dengue. É o mais alto da turma, gosta de esportes e da Luana. Luana: Atrapalhada e muito carinhosa com todos. Sávio: O desenhista da turma, criativo e muito estudioso. Tadeu: Ambicioso, deseja ser o presidente. Tom: O presidente do grupo. Espírito de liderança, amigo, exigente e justo nas decisões. Não consegue dizer não para seu irmão Vitor. Vitor: O caçula do grupo. Indeciso e com um grande medo de altura. Capitão Saúde: Amigo da turma CCD mora em outra galáxia, mas sempre está presente quando chamado para ajudar o grupo dando forças especiais.



SITUAÇÕES E MOVIMENTOS: O material disponível será a orientação do roteiro que estará com o Mestre, e anotações de pontuação das forças que ficarão com os personagens.



CONCLUSÃO DO JOGO: O jogo encerra quando o grupo consegue eliminar todos os focos da dengue daquela casa.

 

DEMONSTRAÇÃO DO JOGO:

 
Mestre: A turma “Crianças Contra a Dengue - CCD” estava reunida para mais um encontro. Tom, o presidente do grupo, foi o primeiro a se pronunciar. Hoje temos uma grande tarefa: - Eliminar os focos de dengue da casa abandonada e mal-assombrada. Vamos nos separar pelos cômodos e eliminar os focos. O Capitão Saúde estará por perto assim que precisarmos. Vamos CCD!

E assim começa nossa aventura... Ao chegar na casa Tom e Luana descobrem uma jarra com água e flores. O que eles farão?



Se esta a opção apresentada for: Lavar por dentro com bucha e sabão os jarros de flores pelos alunos o CCD ganha uma força. Se não houver resposta, ou se for dada resposta incorreta Tom e Luana perderão serão picados e perderão uma força.



Eliane e Gracy precisam definir se naquela casa irão observar o quarto ou a sala de jantar.

No Quarto não há foco de dengue. – Eliane e Gracy ganham uma força. Sala de Jantar – Existe um garrafão de água mineral. Ao lavar o suporte e a bandeja com esponja e sabão, Gracy é picada por um mosquito que consegue entrar pela janela da sala de estar e perde uma força.


Sávio e Gustavo entram na área de serviço vários mosquitos aparecem, estes saem de baldes e recipientes que juntam água, o que eles fazem?



Usam o inseticida para matar o mosquito da dengue. Você conseguiu ganhar uma força. Usam meias, tênis e calças compridas para evitar que o mosquito da dengue os pique. Como isto não é infalível, eles foram picados pelo mosquito. Conseguem chamar o Capitão Saúde, que resolve a situação.



No banheiro, Tadeu e Vítor não percebem que os mosquitos se aproximam e são picados. O único meio para sair de lá é chamando o Capitão Saúde, para isso eles precisam tomar a atitude certa em relação ao ralo do banheiro, o que fazer?



Desinfetar e desentupir o ralo. – Ganham força e chamam o Capitão Saúde. Sem resposta ou resposta errada – Tadeu e Vítor são vencidos.



O CCD chega ao quintal. Última etapa da eliminação de focos. Juntos eles precisam passar por sete focos e não poderão ser picados por duas ou mais vezes. Pois estarão contaminados pela dengue hemorrágica. O grupo poderá pedir ajuda do Capitão Saúde durante três vezes. (Aqui as duplas decidem onde atuarão):



(Garrafas usadas com a boca virada para cima; Pneus velhos; Cacos de vidro nos muros; Caixa d’água, laje e pratinhos de vasos, lixo.)



Neste momento o Grupo CCD se reúne para destruir o maior foco que está no depósito de água. Neste local há vários mosquitos. Juntos precisam definir a melhor estratégia. Qual delas a equipe optou?



Lavou com bucha e sabão e tampou bem os depósitos de água. (SURPRESA) – o Capitão Saúde ganhou inseticida para matar os mosquitos da dengue. Matando os mosquitos eles se fortaleceram e conseguiram eliminar todo entulho e lixo do quintal e da calçada. Não apresentou resposta ou errou: todos foram picados, se tiverem forças suficientes podem chamar o Capitão Saúde.


O Grupo CCD cumpriu mais uma missão: Eliminar focos de dengue. Juntos as crianças demonstraram o poder do trabalho coletivo. Vai Saúde!



HABILIDADES DE LEITURA

A concepção de leitura trazida pelos referenciais teóricos dos textos lidos se baseia na idéia de leitura como atividade que compreende a interação entre sujeitos, portanto pressupõe muito mais que a decodificação de sinais gráficos.

Magda Soares nos apresenta um novo sentido de letramento, além da referencia às práticas de leitura e escrita, a autora discorre sobre a relação do letramento e as tecnologias, sugerindo o letramento plural.

No texto “Linguagem, Leitura e Texto” há uma riqueza de informações sobre os conceitos de texto, hipertexto e intertextualidade, destacando a importância de tornar a leitura uma atividade constante dentro e fora do espaço escolar, seja para ampliar o repertório de informações, compreender a escrita formal dos textos ou viver a experiência gratuita do prazer estético.

Para Ângela Kleiman (1996, p.10) a leitura é “uma prática social que remete a outros textos e leituras”. Assim fica ainda mais clara a importância da leitura na vida das pessoas. Uma maneira de conhecer como está o desempenho dos alunos no que concerne a estas habilidades está nos índices do PISA (Programa Internacional de Avaliação Comparada) que informa o desempenho dos jovens e fornecendo dados importantes para a implantação de políticas educativas. No Brasil, apenas 1,1% dos estudantes atingiram o nível mais alto de proficiência em Leitura. Este resultado coloca o Brasil entre os países que têm a maioria dos seus estudantes no Nível 1 ou abaixo.

Estes índices indicam que os alunos de modo geral não estão sendo capazes de ler fluente e proficientemente muitos gêneros textuais, o que evidencia um domínio limitado das habilidades e estratégias de letramento.

E o que temos feito para mudar essa realidade em nossas escolas, será que temos analisado estes resultados em função das metas de aprendizagem definidas? As escolas têm promovido ações a partir da interpretação dos níveis de aprendizagem de leitura? Há clareza das subescalas em que nossos alunos precisam melhorar? Há articulação dos resultados da avaliação com o planejamento escolar?

Conhecer as subescalas de leitura e ter clareza de como estas podem estar inseridas no planejamento escolar poderá ajudar a termos melhores resultados, uma vez que todas as ações e intervenções pedagógicas precisam ter uma intenção clara e explícita, ou seja, professor e aluno precisam ter clareza daquilo que estão realizando. Logo, conhecer a proficiência leitora é importante para compreender como estão os níveis de leitura e de letramento dos jovens. Os conhecimentos e as habilidades de leitura apresentados nas subescalas devem estar contidos em uma proposta de desenvolvimento sistemático do processo de ensino/aprendizagem da leitura em situação escolar.



Referência:

KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura. Campinas: Pontes, 1993.

SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Narrativas e roteiros interativos. Unidade 1 - Curso de Especialização de Tecnologias em Educação. PUC-RIO – Disponível em:<http://www.eproinfo.mec.gov.br/>. Acesso em 08 nov. 2009.

Linguagens, Leitura, Texto. Unidade 1 - Curso de Especialização de Tecnologias em Educação. PUC-RIO – Disponível em:<http://www.eproinfo.mec.gov.br/>. Acesso em 08 nov. 2009.