A escola pode ser um espaço de inovação, de experimentação saudável de novos caminhos. Não precisamos romper com tudo, mas implementar mudanças e supervisioná-las com equilíbrio e maturidade. (José Manuel Moran)

domingo, 22 de agosto de 2010

E agora José?



 
Como tem sido difícil escolher o tema do TCC. Já pensei em trabalhar com Tecnologias Assistivas, TV, Rádio... Mas ainda não são estes os temas que me envolvem. Na disciplina anterior ao criar o Blog defini (pensei que tinha definido, rsrs) que direcionaria para o uso das mídias no espaço escolar como ferramenta de construção do conhecimento no espaço escolar. Mas a verdade é que conclui que este parecia um tema muito amplo, e precisaria definir de qual mídia eu trataria. Mas ainda não era isso que me envolvia...

Gosto de falar sobre livros, literatura, leitura, obras literárias. Esta é a verdade. E como eu poderia aliar uma coisa a outra. Lembrei-me do texto sobre Pedagogia da autoria e as atividades desenvolvidas na disciplina de AUT, e de como naquelas leitura me veio a mente a relação entre leitura, produção textual e tais ferramentas. Fiz algumas pesquisas, pensei, pensei e não conlcui é verdade. Por isso preciso da ajuda de vcs.

Selecionei alguns tópicos, ainda não é exatamente o tema, mas tenho duas idéias: primeira ideia tratar das ferramentas de autoria como objetos que poderão auxiliar no desenvolvimento de competências de leitura e escrita, e a segunda é abordar como a leitura é tratada ou deve ser tratada no espaço escolar tendo em vista as constantes transformações e o suporte virtual em que está inserida, ou seja, como tratamos/trataremos a leitura neste mundo virtual?

Então são estes os tópicos:

• Ferramentas de Autoria: objetos virtuais de aprendizagem para a construção da competência leitora e escritora

• Ferramentas de autoria e suas contribuições para a construção de habilidades leitoras no contexto virtual
• Leitura em suportes virtuais: novas formas de Re(ler) e (Re)escrever

• Leitura no mundo virtual: novas formas de Re(ler) e (Re)escrever


Ajudem-me! Abraço.











terça-feira, 17 de agosto de 2010

AS MÍDIAS COMO FERRAMENTAS DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

AS MÍDIAS COMO FERRAMENTAS DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM









Este espaço servirá para discussão para o desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), sendo um ambiente de registro e reflexão para o momento de desenvolvimento do tema que escolhi: “AS MÍDIAS COMO FERRAMENTAS DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM”. Segue abaixo a reflexão:


A proposta de integrar as mídias na escola parte do contexto atual que estamos inseridos, uma sociedade que usa a tecnologia para se comunicar com as pessoas e com o mundo. Neste panorama a escola não poderia deixar de cumprir sua função de formação de sujeitos capazes de utilizar tais ferramentas para construção do conhecimento.



Criar uma relação entre as diferentes conjunturas em que se trabalham projetos na escola é possibilitar que sejam reconstruídas novas formas de ensinar e aprender a partir da incorporação de distintas mídias e conteúdos curriculares.


É neste contexto que educador e educando se tornam construtores do saber, como bem afirma Paulo Freire (2004) “o educador já não é mais aquele que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa. Ambos se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos e em que os “argumentos de autoridade” já não valem.”. Logo, aprender e ensinar utilizando as mídias promoverá grandes mudanças se os paradigmas convencionais do ensino que mantêm distantes professores e alunos forem superados.

 

Diante disso, fica como problemática a seguinte reflexão:



“Como integrar as mídias na escola possibilitando o uso das linguagens múltiplas e garantindo a comunicação no processo de construção do conhecimento?”







segunda-feira, 16 de agosto de 2010

PROJETO PEDAGÓGICO UTILIZANDO RÁDIO E TV

TEMA DA AULA

• Contos e Encantos da Literatura Brasileira





EMENTA DO CURSO

• Guardamos na memória heróis, vilões, objetos mágicos e forças sobrenaturais que povoavam contos maravilhosos, de aventura, de mistério, lidos e ouvidos ao longo da vida. Os contos fazem pensar, intrigam, trazem descobertas, provocam susto, riso, encantamento. Cabe à escola o papel de aproximar os alunos das obras literárias, ampliando suas experiências de leitura e escrita. Este plano de aula tem como base o trabalho de seqüência didática através do uso de ferramentas tecnológicas e a produção de programa de rádio para o estudo do Conto, a ser realizado durante a aplicação do projeto. O trabalho com rádio ajudará no desenvolvimento da aprendizagens, pois envolve definição de pauta e seleção de conteúdos, pesquisa, edição e escolha da linguagem adequada ao público-alvo, além de estimular a oralidade. Além disso, promove o protagonismo juvenil, a autoria dos envolvidos e as situações de trabalho cooperativo.Os alunos serão apresentados à proposta de trabalho, seguido de levantamento de conhecimento prévio sobre o tema e a partir daí desenvolvido o trabalho com Contos: leitura, escrita e reflexão.


OBJETIVOS


• Identificar as estratégias textualizadoras do conto, como: uso dos recursos lingüísticos em relação ao contexto em que o texto foi construído – elementos de referência pessoal, temporal, espacial, seleção lexical, tempos e modos verbais.


• Trabalhar conceitos de contos: popular, maravilhoso, mistério, realista, fantástico, assombração e psicológico;
• Sugerir atividades de conto e/ou reconto a partir da produção escrita de textos utilizando o conto como fonte ou base de pesquisa;

• Interpretar, analisar e relacionar os elementos que caracterizam um conto.

• Vivenciar a produção de um programa de rádio, elaborando uma pauta da programação de rádio, produzindo textos, editando informações, etc.

• Explorar as ferramentas tecnológicas para a produção de programas de rádio.

• Estimular a habilidade a oralidade.


PÚBLICO-ALVO

Alunos do 9º Ano.


CONTEÚDOS

• Conceito de Conto;
• Elementos que caracterizam o conto;
• Tipos de contos;
• Forma textual e linguagem do conto;
• Leitura e análise de contos;
• Produção Textual.
• Rádio.


TEORIA DE APRENDIZAGEM


Esta aula tem como base o gênero textual conto, referenciado pela teoria de Mikhail Bakhtin, partindo do pressuposto que as diversas esferas da atividade humana estão relacionadas ao uso da linguagem. A proposta é inspirada na reflexão de que se considerem os diferentes tipos e níveis de complexidade no processo de aprendizagem. A intencionalidade desta proposta é que os alunos atuem como sujeitos ativos de sua própria aprendizagem, neste sentido o direcionamento do trabalho de gênero textual e o uso de ferramentas tecnológicas objetiva promover a aprendizagem cooperativa, a construção e socialização do conhecimento, estimulando a leitura, a produção de textos e a formação de redes sociais, pois como diz José Manuel Moran “para promover o desenvolvimento integral da criança e do jovem só é possível com a união do conteúdo escolar com a vivência em outros espaços de aprendizagem”. E o rádio “é um veículo que tem em si próprio a tradição do popular e que aliado a uma programação educativa pode contribuir muito no processo de resgate da cidadania”, como afirma Roldão.


ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS

ANTES DA AULA

Selecionar no acervo da escola livros de contos. Escolher um espaço para organizar os livros em sala de aula. Disponibilizar em caixas, pastas, estantes coloridas, varais, sacolas transparentes, identificando-os com etiquetas – por autor, obra ou gênero textual – para facilitar o acesso e atrair a atenção dos alunos. Organizar os recursos necessários para produção de rádio e buscar parceiros.

PRIMEIRA AULA


Convidar os alunos para a sala montada e conversar sobre contos, histórias e filmes de mistério. Levantar com eles que elementos existem nesses gêneros. Instigá-los com questões que possibilitem mapear o que já sabem sobre contos. Quais contos costumavam ouvir quando eram pequenos? De quais ainda se lembram para recontar aos colegas? Há algum conto marcante? Qual o nome do autor? Quem são as personagens principais? Onde e quando os episódios se sucedem? Como é a trama? Há conflito?
Ler o texto “Conto de mistério”, de Stanislaw Ponte Preta, até o trecho “Saiu então sozinho, caminhando rente às paredes do beco. Quando alcançou uma rua mais clara, assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado endereço...”.

Perguntar o que o personagem teria ido buscar naquele lugar. Anotar na lousa as idéias e questionar a coerência destas com os elementos desenvolvidos no texto até ali.

Entregar o texto impresso e deixar que descubram do que se tratava. Levantar hipóteses do que poderia ter acontecido para o personagem passar por tanto suspense para obter um simples quilo de feijão. Comparar com outros produtos escassos e a dificuldade para obtê-los etc. Salientar que a novidade, o elemento surpresa, estava justamente no inesperado - elemento típico dos contos de mistério.


SEGUNDA AULA


Retomar o texto e começar a trabalhar os elementos e a estrutura do conto usando o MAPA CONCEITUAL. Uma narrativa deve elucidar os acontecimentos, respondendo às seguintes perguntas essenciais:

O QUÊ? - o(s) fato(s) que determina(m) a história;
QUEM? - a personagem ou personagens;
COMO? - o enredo, o modo como se tecem os fatos;
ONDE? - o lugar ou lugares da ocorrência

QUANDO? - o momento ou momentos em que se passam os fatos;
POR QUÊ? - a causa do acontecimento


TERCEIRA AULA


Na sala de Informática a turma será apresentada ao programa de criação de mapas conceituais, onde serão solicitados que construam um Mapa Conceitual dos tipos de contos.

Nesta mesma aula o professor deverá conversar com os alunos para levantar seus conhecimentos prévios sobre a produção de um programa de rádio e orientá-los a fazer registros individuais.


QUARTA AULA

Selecionar alguns programas de rádio e apresentar aos alunos. Pedir que os alunos observem: os elementos que compõem a linguagem radiofônica (sons, ruídos, voz, silêncio) e os gêneros radiofônicos (recursos sonoros e o tipo do programa - entrevista, noticiário, musical, ficção etc.). Expor as características de um programa de rádio como: gêneros e elementos que constituem um programa ou os blocos.



QUINTA AULA

Após dividir os alunos em grupo entregar contos diferentes. Os grupos apontarão as diferenças percebidas de um conto para o outro. O professor mediará o diálogo apontando conceitos de contos: popular, maravilhoso, mistério, realista, fantástico, assombração e psicológico.


SEXTA AULA

Sensibilização: Texto “O Conto se apresenta”, de Moacir Scliar. Em seguida, os grupos deverão escolher contos diversificados (popular, maravilhoso, mistério, realista, fantástico, assombração e psicológico), ensaiar a fim de apresentar na programação da rádio. Nesta etapa eles já conhecem os elementos de um programa e os gêneros, e poderá ser dado início ao processo de produção do programa de rádio. Ainda no coletivo, apresente aos alunos as etapas de produção de um programa.


SÉTIMA AULA
Realizar momentos de leitura de contos na sala (e fora da dela) e propor a criação de reconto de um texto (individualmente). Para a apresentação do trabalho a classe usará como alternativa duas tecnologias:
1. COMPUTADOR E OS SOFTWARES (WORLD, POWER PONT, PAINT)


Os contos podem ser digitados e ilustrados pelos alunos e depois se transformar em um livro de contos, com direito a um momento de autógrafos dos autores, convidando toda a comunidade escolar para participar.

2. GRAVADOR
Os contos podem ser gravados, juntamente com o fundo musical e ser transformado em um e-book e divulgado na rádio da escola.


OITAVA AULA

Iniciar a etapa de produção do programa, considerando:

• Construção da pauta: planejamento
• Produção: roteiro, produção de vinheta, dos textos, dos intervalos e de sons de fundo, ensaio e gravação
• Apresentação da produção
• Avaliação dos programas, focando no processo e na auto-avaliação

Dividir a sala em equipes e distribuir os temas a serem trabalhados nos programas de rádio entre os grupos. Essa atividade focará os Contos; este tema será desdobrado em subtemas ou temas diversos.



NONA AULA

Definir a pauta: vinheta da rádio e do programa, gêneros a serem trabalhados, quantidade e duração de bloco, equipe envolvida. Com esse planejamento, as equipes devem dividir as tarefas (produção de vinhetas, locução, edição, pesquisa, entrevista, redação, produção de efeitos sonoros).



DÉCIMA AULA

Finalizar os trabalhos com a apresentação da rádio para a Escola para a sala de aula. Sendo que uma das programações será a contação de histórias, esta pode ser de contos famosos ou de contistas locais.


RECURSOS

• Texto impresso “Conto de Mistério”, de Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto).
• Vários exemplares de livros de contos;
• Mural ou varal para exposição dos textos dos alunos.
• Materiais diversos para montagem da sala de contação de histórias.
• Retroprojetor para apresentação de mapa conceitual
• Computador conectado à Internet e equipado com software de edição de áudio, microfone e caixas acústicas, leitor de CDR, gravador de som, músicas em MP3 e efeitos sonoros.


AVALIAÇÃO

A avaliação se dará em cada etapa do processo de criação dos contos, como acompanhamento das atividades cotidianas, reforçando a realização de um plano de texto. Outro aspecto a ser observado deve ser o desenvolvimento da capacidade de leitura, de percepção de inadequações e de correção de textos próprios e alheios, visando à clareza, objetividade e coerência. A evolução dos alunos nas atividades propostas será compartilhada com eles, inclusive na criação do mapa conceitual e do produto final.



REFERÊNCIAS

Revista Nova Escola. Contos sem mistério algum. Disponível em . Acesso em 24 abr de 2010.


Na Ponta do Lápis. A hora e a vez do conto. Ano V, numero 12 de dezembro de 2009. Olimpíada da Língua Portuguesa: Escrevendo o Futuro.

Caderno de Orientações Didáticas – Ler e Escrever - Tecnologias na Educação. Disponível em . Acesso em 23 jul 2010.




CAIXA DE FERRAMENTAS



FERRAMENTA 1



A primeira ferramenta de autoria escolhida para colocar na caixa de ferramentas é o Hot Potatoes, para ter acesso ao programa é preciso usar o seguinte endereço: http://hotpot.uvic.ca/index.php. Além deste site que dá acesso ao programa e onde é possível fazer o download da referida ferramenta, é interessante conhecer o Tutorial do Hot Potatoes 6 na versão em português, que apresenta os principais tipos de exercícios produzidos pelos programas, e guia o usuário pelos passos de criação de um exercício interativo, o link é http://guida.querido.net/hotpot/tutorial-pt.htm.



A escolha desta ferramenta se dá pelo fato da mesma ser prática e interativa, ajudando o professor no processo de ensino e aprendizagem e possibilitando aos aprendentes a compreensão dos conteúdos de uma forma dinâmica ao tempo em que produzem textos de autoria e co-autoria.



O Hot Potatoes, criado para fins educativos, tem seis ferramentas de autoria, que permitem a elaboração de exercícios interativos, sendo estes o JQuiz (cria atividades de resposta curta, múltipla escolha ou atividades híbridas), JMix (produz atividades para ordenar frases ou palavras), JCross (produz atividades de palavras cruzadas), JMatch (cria atividades de correspondência), JCloze (cria atividades com preenchimento de lacunas). O programa que permite a inclusão de links, textos de leitura, imagens e arquivos de mídia, provoca professores e aprendentes para o planejamento de objetos que serão construídos e a reflexão sobre o uso pedagógico destes recursos. Cria-se com o uso desta ferramenta de autoria o desafio da autonomia para criar e produzir, usando diferentes objetos e conteúdos de autoria.







Como esta é uma nova ferramenta, pois, até então desconhecia seu potencial criador e criativo ainda não foi possível usá-la em sala de aula. Porém após as leituras e pesquisas tenho uma proposta para o uso desta ferramenta. O professor poderia proporcionar à classe momentos para conhecer o programa e após o conhecimento técnico de como funciona o Hot Potatoes, os aprendentes criariam exercícios adequados e articulados com o objetivo e as atividades desenvolvidas em sala de aula. É importante que as produções dos alunos sejam armazenados no computador para posteriormente serem disponibilizadas na internet.



FERRAMENTA 2



A segunda ferramenta é o Slideshare, disponível em www.slideshare.net. Esta ferramenta possibilita o compartilhamento de arquivos. Nesta plataforma, através do upload de um arquivo o usuário permitirá que outras pessoas possam fazer o download do documento disponibilizado. O Slideshare foi escolhido porque a partir da criação de um texto de autoria, o aprendente pode transformá-lo num slide, usando para isso outros programas como o Power Point, Office, PDF e a inclusão de vídeos do YouTube entre os slides; a partir da integração desta variedade midiática se constrói uma aprendizagem estimulante e interativa que estará disponível para outros usuários.



O Slideshare é uma ferramenta de fácil acesso e uso, importante para disseminar as informações, permitindo ao professor traçar com seus aprendentes estratégias de trabalho colaborativo e dando oportunidade para o incentivo a produção autoral e à criatividade. Como experiência trago duas situações de uso desta ferramenta, a primeira se refere ao trabalho desenvolvido neste curso, na disciplina de Inclusão e Tecnologias Assistivas, no ano de 2009, quando nos foi solicitado a criação de um Seminário em três etapas, e na sua conclusão solicitava a disponibilização de todo o material produzido, que poderia conter textos explicativos, apresentações em powerpoint, agendas, vídeos, áudios, tabelas, esquemas, links no Youtube. O grupo do qual participei e coordenei ficou com a temática Baixa Visão, nomeado Grupo AMO (Além dos Meus Olhos), criou um blog e disponibilizou o roteiro de trajeto de um aluno com deficiência numa classe inclusiva no Slideshare. O material está disponível em http://www.slideshare.net/Marypjs/trajeto-de-uma-criana-com-b-viso.



Semelhante a esta experiência a minha turma da Escola Esamy, na disciplina de Língua Portuguesa, realizou um seminário sobre o Novo Acordo Ortográfico e logo após publicou o slide produzido no link http://www.slideshare.net/Marypjs/novo-acordo-ortografico. O resultado de ambas as experiências foi bastante satisfatório, pois além de promover a aprendizagem, motivar a autoria de texto possibilitou que outras pessoas pudessem ter acesso às informações.



FERRAMENTA 3



O Blog é a terceira ferramenta de autoria, e acredito que seja uma das mais interessantes para despertar a capacidade de leitura crítica dos alunos e professores. Ao apresentar publicamente sua criação o usuário compreende melhor o processo de construção do conhecimento, inclusive, criando um senso de responsabilidade e ética para os autores. Esta ferramenta foi escolhida para a caixa, pois proporciona a interatividade, autonomia e autoria, princípios fundamentais para tornar concreto a presença das novas tecnologias no contexto ao qual está inserido ao possibilitar a criação de conteúdos de autoria própria.



Uma das experiências com blogs foi vivenciada por uma das escolas municipais, situada em uma fazenda. Após a chegada da sala do Proinfo à escola os gestores criaram com os professores o blog da escola, e embora na comunidade não haja casas com acesso a internet se percebe que os aprendentes têm uma grande vontade de conhecer os recursos tecnológicos, além disso, há aqueles que já têm certa familiaridade com as ferramentas, pois quando se deslocam para a sede do município tem contato com a internet.



Como a escola não poderia ficar apenas com a criação de um blog para gestores e professores está em andamento um projeto pedagógico que prevê o uso desta ferramenta de autoria por parte dos aprendentes, num trabalho interdisciplinar onde as turmas construirão blogs para trabalhar com a Emancipação Política do município. Neste projeto será dado destaque a produção de textos com registro das manifestações culturais do município, pois uma das grandes dificuldades locais se trata da falta de registro da história, em especial da cultura. E como no dia dezenove de setembro o município completa setenta e dois anos, a idéia é aliar história do município e as novas tecnologias, tendo como uma das ações a criação de blogs. O endereço do blog da escola é http://emjoaovicente.blogspot.com/2010/03/escola-municipal-joao-vicente-de.html.

COMO MÍDIA E CULTURA SE RELACIONAM EM UMA SOCIEDADE COMO A NOSSA?


O homem, enquanto ser que protagoniza a formação da consciência cultural tem usado a mídia para perpetuar e ressignificar as representações culturais. A ampliação tecnológica e midiática trouxe possibilidades de comunicação e de informação, todavia esta invasão do cotidiano tem servido para diversos fins, a hipótese aqui construída é a de que a mídia, na era moderna, tem servido para construir a cultura do consumo.



As posturas do homem em relação ao desenvolvimento tecnológico e seu impacto no cotidiano e na vivência cultural se configuram no trato estabelecido através da linguagem, do consumo de bens, da produção artística e da construção dos valores. E é esta cultura midiática, que o indivíduo usa para construir sua identidade, assumindo valores e comportamentos. O que se percebe é que seja através da mídia impressa, eletrônica ou digital, a intenção tem sido a de criar formas de dominação ideológica e induzir às relações e posições.



O que se vê, principalmente na televisão, é que as informações e produtos difundidos tem uma intenção ideológica. Cabe-nos estar atento aos interesses, e interpretar de forma política as intenções concebidas, que representam muitas vezes o domínio hegemônico de um grupo. Quando assumimos acriticamente o que é veiculado nos tornamos dependentes do que é oferecido pelo universo televisivo.



Como disse Kenski (2005) é preciso entender e determinar os limites, a consciência crítica, reabilitar valores e fortalecer a identidade das pessoas e dos grupos – desafios de hoje a serem enfrentados por todos nós professores.


REFERÊNCIAS:

KENSKI, Vani. As tecnologias invadem nosso cotidiano. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth B. de & MORAN, José Manuel (orgs). Integração das Tecnologias na Educação. Salto para o Futuro. Secretaria de Educação a Distância: Brasília, Seed, 2005.